sexta-feira, 20 de novembro de 2020

FORMAÇÃO e TREINAMENTO de MANIPULADORES DE ALIMENTOS



   
Pedro Rocha Engenheiro

   Falhas dos manipuladores de alimentos em sua atividades podem resultar em alimentos inseguros e, devido a isso, aumentar os riscos de DTAs, Doenças Transmitidas por Alimentos. 

   A  formação continuada  apresenta-se como uma das principais estratégias para garantir e manter os alimentos seguros. 

   A segurança dos alimentos decorrem da  capacitação do manipulador em conjunto com o reconhecimento das causas da contaminação dos alimentos, as formas de prevenção e a adoção de práticas que diminuem os riscos de DTAs.

   Os treinamentos tradicionais conseguem incrementar o conhecimento dos manipuladores de alimentos, mas, por não apresentarem estratégias que se adéquem à realidade desses profissionais, não atingem a mudança de comportamento.

   O Codex Alimentarius recomenda que todas as pessoas envolvidas na manipulação de alimentos devem estar conscientes do seu papel e responsabilidade na segurança dos alimentos.

   A estratégias de formação de manipuladores de alimentos começa com o diagnóstico realizado para avaliar as características dos manipuladores de alimentos e do local onde operam.

   O diagnóstico permite realizar o levantamento das necessidades, conhecer a real situação dos problemas e tomar decisões para definir os objetivos do programa de formação de manipuladores de alimentos. Nele pesquisa-se a educação, a saúde  e as práticas  dos manipuladores de alimento.

   O diagnóstico  subsidia o planejamento do programa de formação para a mudança de comportamento relacionadas às práticas dos manipuladores. Essa mudança ocorre de forma gradual e contínua.

   Os programas de formação são construídos com base nos diagnósticos e devem ser realizados no ambiente de trabalho, permitindo assim ao manipulador associar as técnicas e procedimentos de segurança dos alimentos ao seu campo de atuação.

   O conteúdo programático deve contemplar os requisitos exigidos pelas legislações, como contaminantes alimentares, DTA, manipulação higiênico-sanitária dos alimentos e boas práticas.

   Ênfase maior deve ser dada aos aspectos em que os manipuladores de alimentos ainda possuem comportamentos incompatíveis com práticas seguras para a manipulação de alimentos.

   O programa de formação deve fazer parte do manual de BP e do POP de higiene e saúde do manipulador, além de fornecer certificado de participação.




quarta-feira, 18 de novembro de 2020

JESUS SALVA

 



   
Pedro Rocha Engenheiro


   Numa sociedade em que se tem como parâmetro a continuidade das instituições é difícil para as pessoas naturais assimilarem a finitude enquanto saudáveis.

   O fim é uma consequência natural da vida e devemos estar preparados para esse momento.

   O fim da vida não significa a nossa extinção. Aqueles que creem em Jesus como o caminho, a verdade é a vida terão em Jesus o caminho para a eternidade. 

   JESUS é a verdade e a Biblia informa que a verdade nos libertará, libertará da morte e nos conduzirá para a vida eterna.

   Preparar-se para o futuro, enquanto estratégia de vida, não inclui apenas o sucesso na sociedade, mas, também, um final feliz na eternidade.

   Aceite e acredite em Jesus, leia o novo testamento da Bíblia, ore a Deus, pratique a ética cristã. Todos essas ações te ajudarão a alcançar o objetivo final da vida eterna.

sábado, 7 de novembro de 2020

RECOLHIMENTO X RECALL de ALIMENTOS

 


   
Pedro Rocha Engenheiro

    O recolhimento e o recall tratam-se de operações de retirada de produtos do mercado geralmente por defeito e, no caso de alimentos, normalmente devido a a questões de segurança ou a qualidade do alimento.

  Recolhimento e recall não são sinônimos operacionais.   

   No recolhimento o produtor recolhe os produtos no distribuidor ou varejista.

   No recall o produtor busca o produto junto ao consumidor fazendo a troca ou reparo.  A empresa solicita a presença do consumidor na loja para realizar a troca.

   A forma como esses alimentos serão retirados do mercado é normatizar.

   As empresas devem ter um plano de recolhimento de produtos documentado na forma de Procedimentos Operacionais Padronizados, POPs. Esse documento deve especificar, por exemplo:
  • as situações para adoção;
  • os procedimentos para o rápido efetivo recolhimento;
  • a forma de segregação dos produtos recolhidos e sua destinação final;
  • os procedimentos para comunicação do recolhimento de produtos à cadeia produtiva;
  • quais são as empresas importadoras no caso dos produtos exportados;
  • o modelo de mensagem de alerta aos consumidores, a qual deve ser submetida a anuência prévia da ANVISA e
  • os responsáveis pela execução das operações do plano.

A rastreabilidade é a ferramenta fundamental nessas operações.

A distribuição de alimentos é uma etapa que requer atenção e cuidados específicos, principalmente em relação aos alimentos que necessitam de refrigeração.

O grande objetivo dessas operações é a saúde do consumidor além da boa imagem da empresa.



quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Balanced SCorecard - BSC

 


   
Pedro Rocha Engenheiro


   O BSC é uma ferramenta de gestão de desempenho que converte a missão, visão e os planos estratégicos em objetivos, desafios e metas, por meio de indicadores que permitam acompanhar, monitorar e medir o andamento dos objetivos, bem como acompanhar e aferir o atingimento dos resultados.
   Por exemplo, a empresa tem a visão de ser a maior fornecedora na sua região de atuação. Para isso ela cria a meta de em quatro anos dobrar a sua produção.
  
   O BSC (balanced scorecard) é composto por quatro dimensões/perspectivas. 
   - Perspectiva Financeira, 
   - Perspectiva do Cliente, 
   - Perspectiva dos Processos Internos, 
   - Perspectiva do Aprendizado e Crescimento.

   Perspectiva Financeira
   Aprimorar o controle financeiro.

   Perspectiva do Cliente
   Mensurar a percepção da qualidade do serviço prestado.
  
    Perspectiva dos Processos Internos
    Elevar a eficiência dos processos.

   Perspectiva do Aprendizado e Crescimento
   Melhorar as competências dos profissionais da organização.

      A matriz BCG também é conhecida como matriz de portfólio. Ela é uma ferramenta administrativa de planejamento estratégico adaptada para a elaboração do Mapa Estratégico.
   O mapa estratégico é uma “representação gráfica” que traz a missão, a visão e a estratégia organizacional e permite a visualização das relações de causa e efeito (precedências) entre as perspectivas estratégicas - financeira, cliente, processos internos e aprendizado e crescimento, e os objetivos estratégicos.



sábado, 31 de outubro de 2020

MODAIS DE TRANSPORTE e a SEGURANÇA DOS ALIMENTOS


   
Pedro Rocha Engenheiro

   Os modais de transporte são classificados em cinco meios básicos de movimentação de cargas e pessoas: 

- ferroviário, 

- rodoviário, 

- hidroviário (lacustre, fluvial e marítimo), 

- dutoviário (feito pelos dutos) e 

- aeroviário.

   As operações de logística fazem uso desses modais para executar a movimentação de materiais e pessoas de forma eficiente e controlada.

  A logística trata do gerenciamento da cadeia de suprimentos. Nela há uma série de atividades, as quais abrangem planejamento, compras, produção e entrega, das matérias-primas, materiais semiacabados e produtos prontos. As operações se desenvolvem desde o ponto de produção até o de consumo.

   Esse processo todo envolve fornecedores, produtores, distribuidores, varejistas e consumidores.

   No Brasil o modal rodoviário tem movimentação superior às dos outros modais de transporte, estando concentrado na região centro-sul.

   A escolha do modal a ser usado no transporte de alimentos leva em consideração o custo, tempo de transporte e natureza da carga.

   O uso de multimodais pode afetar a eficiência no transporte de forma econômica, segura e rápida, por exemplo, o transporte de frutas do Brasil para a Europa tem como melhor opção o modal aeroviário, apesar dos seus custos, por razões de perecibilidade.

  Os veículos para transporte de alimentos podem ser classificados em:

   Veículos para carga frigorífica: possuem equipamentos de refrigeração e são usados para transportar alimentos como carnes, peixes e laticínios.

   Veículos para carga isotérmica: o compartimento de carga do veículo é isolado termicamente. Possuem aberturas para ventilação a fim de evitar excessos de temperatura e umidade. Nele podem ser transportados frutas e verduras, além de refeições prontas.

   Veículos para carga seca: transportam alimentos de baixa perecibilidade, não necessitando de refrigeração ou aquecimento, podendo serem transportados a temperatura ambiente. 

   


sexta-feira, 30 de outubro de 2020

MATRIZ GUT


   
Pedro Rocha Engenheiro

   A Matriz Gravidade, Urgência e Tendência ou Matriz GUT é usada pela organização para priorizar problemas quando não dispõe de dados quantitativos para isso. 

  Faz  então uma avaliação subjetiva de um problema atribuindo valores de 1 a 5 aos itens Gravidade, Urgência e Tendência respondendo a perguntas padrões, onde 

Gravidade (efeitos futuros)

1 - sem gravidade

2 - pouca gravidade

3 - grave

4 - muito grave

5 - gravíssimo 


Urgência (prioridade de ação)

1 - sem urgência

2 - pouca urgência

3 - urgente

4 - muito urgente

5 - extremamente urgente


Tendência (comportamento futuro)

1 - sem tendência a piorar

2 - piorará a longo prazo

3 - piorará em médio prazo

4 - piorará em curto prazo

5 - piorará rapidamente

Ex.: avaliação da possibilidade de um cliente acionar na justiça a empresa. 

   Multiplicam -se as notas e avalia-se a prioridade de atenção e solução desse problema frente aos outros que a empresa tem a resolver.


   No caso acima, deve-se dar prioridade máxima para o problema B.




Análise SWOT (Matriz SWOT)

 


   
Pedro Rocha Engenheiro

   A Análise SWOT é usada para fazer um diagnóstico organizacional.

   Essa ferramenta analisa as Strengths (Forças), Weakness (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças) da organização. 

   Os pontos fortes (forças) e os pontos fracos (fraquezas) são relativos à organização, ambiente interno. São elementos que podem ser controlados pela empresa. Ex.: recursos humanos qualificados e uso de tecnologias ultrapassadas.

   As oportunidades e as ameaças (desafios) proveem do ambiente externo à empresa. São elementos que não podem ser controlados pela empresa. Ex.: novos clientes e aumento de impostos.

   A oportunidade identificada no ambiente externo, aliada às forças da organização, indicam um cenário de alavancagem onde a organização deve adotar a estratégia de desenvolvimento.