sábado, 24 de outubro de 2020

CONTROLE DE PRAGAS

 



   Em uma indústria de alimentos, as pragas predominantes são as urbanas. Pragas urbanas são os insetos e os pequenos animais que vivem em cidades. Eles representam  riscos à saúde humana. 
   Eles são classificados como  animais sinantrópicos - animais que habitam locais próximos aos homens e se adaptam a viver junto deles. 
   Eles apresentam grande resistência e adaptam-se em diversos ambientes. 
   Os principais grupos de pragas são:
   - roedores (ratazana, rato de telhado e camundongo)
   - pássaros (pombo é o principal, andorinha, pardal)
   - mosquito não afetam tanto os alimentos, mas podem afetar as pessoas
   - traças e mariposas dos cereais afetam muito matéria prima, alguns produtos acabados. Criam aglomerações de resíduos dentro equipamentos ou componentes elétricos.
   - moscas principalmente em processamento lácteos e carnes. Mosca varejeira, do ralo, de frutas…
   - formigas carreadores de microrganismos com potencial de contaminação cruzada, podendo aparecer em produto acabado
   - carunchos, besouros que atacam diferentes insumos desde farináceos até material de origem animal como vísceras
   A praga só se estabelece no ambiente se ela tem acesso, abrigo, alimento e água e o ambiente urbano apresenta esses fatores em abundância torna-se, portanto, um ótimo habitat para essas espécies.
   Na maioria das indústrias de alimentos água e alimento não se consegue eliminar. Deve-se atuar no acesso e abrigo.
   O controle de pragas deve ser físico e qdo necessário, químico.
   Inseticida só deve ser usado quando não houver outra medida de precaução.
   Agente químico é o raticida ou inseticida. Agentes físicos são as medidas que afastam as pragas, diminuem a atratividade e acesso.
   A principal medida segunda a legislação é prevenir e atuar antes da praga chegar através de um conjunto de ações contínuas e eficazes de controle de pragas e vetores.
   
   Os métodos físicos consistem em:
   - limpeza e organização
   - práticas operacionais
   - barreiras e armadilhas
   - controle na recepção de insumos

  Os métodos químicos consistem em:
   - iscas
   - inseticidas
 


   

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

CRITÉRIOS DE ESCOLHA DA MELHOR CERTIFICAÇÃO PARA A SUA EMPRESA

 



   


   Na hora da escolha de qual é a melhor certificação em segurança dos alimentos para a sua empresa, é bom saber alguns critérios que ajudam na escolha.
   Uma boa medida é fazer um "benchmarking" a fim de verificar qual norma é mais usada pela sua concorrência. Importante também saber qual norma é exigida pelos seus clientes, tanto os atuais como os dos futuros mercados que pretendes atingir. Se queres exportar para a União Europeia, deves ficar atendo à norma IFS, se para a Inglaterra, à BRC.
   O atendimento pelas empresas certificadoras e as que prestam consultoria para a implantação da norma de segurança dos alimentos é fundamental. É importante que elas tenham pronta disponibilidade para sanar dúvidas, resolver intercorrências, entre outras necessidades.
   Se sua empresa já faz uso de alguma norma, tais como ISO 9001 ou APPCC, estas podem indicar qual a melhor certificação a adotar, pois serão exigidos menores gastos de tempo e treinamento para implantar a certificação.

Programas de segurança dos alimentos para micro, pequenas e médias empresas

 


    Permite às indústrias de alimentos começar e gradualmente melhorar os seus processos com vista a obter a certificação ou apenas demonstrar aos clientes que está buscando otimizar a segurança dos alimentos na produção do seu parque.
   Incrementa a conscientização dos colaboradores quanto a segurança dos alimentos tendo em vista a importância de se ter um referencial reconhecido no mercado.
   Alcançar a certificação GFSI exige investimentos significativos além de demandar muito tempo. Se a empresa almeja obter uma certificação, o uso desses programas o ajudaram, pois quando decidirem pela certificação a sua empresa já terá implementado muitos dos requisitos.
   É útil quando da visita da vigilância sanitária, pois ao saber do uso de um programa de segurança dos alimentos reconhecido, limitaram suas medidas de modificações nos processos, pois a empresa terá um parâmetro internacional implementado e poderá argumentar tendo esse parâmetro como base.
   

Certificação em segurança de alimentos

 


   


   Do total de 36.000 indústrias de alimentos no Brasil, 754 são certificadas em alguma norma de segurança dos alimentos.
   No Brasil, das indústrias de alimentos certificadas, 70% são certificadas na FSSC 22000 essa preferência se deve aos seguintes fatores:
   - é uma norma baseada na ISO 22000 e, sendo uma norma ISO, as empresas já tem familiaridade.
   - é uma norma usada pela maioria do parque industrial de alimentos no Brasil e continua crescendo, facilitando na hora de atender as exigências dos clientes que exigem esse padrão de segurança dos alimentos.
   - é de fácil integração com outros padrões.
   - é um padrão de indústria e não de varejo.
   - é um padrão aceito pelo GSFI.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO

 




   

   A integridade da relação de consumo e a adequação da informação dada pelo fornecedor ao consumidor são objeto da lei penal.

   Abaixo cito alguns incisos do artigo 7 da Lei n° 8.137/1990 que trata do crime contra as relações de consumo.

Constitui crime contra as relações de consumo:

I - favorecer ou preferir, sem justa causa, comprador ou freguês, ressalvados os sistemas de entrega ao consumo por intermédio de distribuidores ou revendedores;

II - vender ou expor à venda mercadoria cuja embalagem, tipo, especificação, peso ou composição esteja em desacordo com as prescrições legais, ou que não corresponda à respectiva classificação oficial;

III - misturar gêneros e mercadorias de espécies diferentes, para vendê-los ou expô-los à venda como puros; misturar gêneros e mercadorias de qualidades desiguais para vendê-los ou expô-los à venda por preço estabelecido para os demais mais alto custo;

IV - fraudar preços;

VII - induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio, inclusive a veiculação ou divulgação publicitária;

VIII - destruir, inutilizar ou danificar matéria-prima ou mercadoria, com o fim de provocar alta de preço, em proveito próprio ou de terceiros;

IX - vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo.

Pena - detenção, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ou multa.

Parágrafo único. Quando a venda ao consumidor for efetuada por sistema de entrega ao consumo ou por intermédio de outro em que o preço ao consumidor é estabelecido ou sugerido pelo fabricante ou concedente, o ato por este praticado não alcança o distribuidor ou revendedor.

   O parágrafo único nos informa que o distribuidor ou revendedor (varejista) não tem responsabilidade solidária ou subsidiária quando o fabricante praticar conduta tipificada como crime contra as relações de consumo. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

ALIMENTOS TRANSGÊNICOS

 



   



   Transgênicos são também chamados de “Organismo Geneticamente Modificado”, OGM.
   Os principais transgênicos cultivados hoje, no mundo, são: milho, soja, feijão, café, canola, algodão, mamão papaia, abóbora.
   No caso da soja, a cada 100 has plantados no mundo, 80 são com sementes transgênica.
   No Brasil há a Lei 11.105 de 2005 a qual regula as atividades com transgênicos e  Biotecnologia e é uma das mais rigorosas do mundo.